É incrível, pelo menos aos meus olhos, a maneira como tudo tem se (des)integrado no mundo atual.
Centenas de redes sociais para todos os tipos de seres humanos (e até para cães!); uma tal de nuvem, que boa parte das pessoas não tem a menor ideia do que seja, que dizem ser onipresente e permite que eu acesse de qualquer lugar do mundo (onde haja um ponto de internet) todos os problemas que eu podia ter deixado pra trás; aparelhos celulares que fazem de tudo, tiram fotos, tocam música, gravam vídeos, te levam a qualquer lugar do mundo com um GPS embutido, acessam as centenas de redes sociais que existem e, principalmente, são totalmente integrados à tal da nuvem….e, sim, também fazem ligações telefônicas.
Você pode estar esperando eu dizer que tudo isso é maravilhoso (caso eu seja mais um Geek) ou uma palhaçada (caso eu tenha um ódio mortal da tecnologia). Não sou defensor do John’s Phone, o telefone celular que só faz chamadas e tem um bloquinho de papel embutido pra você anotar o telefone dos seus contatos, embora eu ache a ideia bem tentadora, às vezes… mas acho que a tecnologia deveria ter uma única função na vida dos seres humanos: facilitar suas vidas.
Acho que a tecnologia deveria ser a arma das pessoas para terem mais tempo livre…. mas tenho visto que a maioria das pessoas acaba virando um “escravo” da tal evolução tecnológica que nos cerca.
Conseguir utilizar a tecnologia a seu favor pode sim fazer o mundo ficar mais integrado, conheço muitas pessoas que realmente conseguem usar redes como o Twitter para ter uma vida mais integrada com amigos e família. No outro oposto também conheço pessoas que para não deixar a onda passar gastaram horas, dias, meses para entender o mesmo Twitter e gastam o tempo que antes gastavam com os amigos reais e família reais nesse fantástico mundo virtual.
Uma década atrás estavam no ápice as discussões com relação às pessoas que gastavam mais tempo em jogos online do que na vida real (isso ainda ocorre, mas não está mais na moda falar deles) e isso era visto como algo ‘ruim’ e ‘perigoso’. Mas parece que ao contrário disso, uma pessoa que gaste mais tempo em Twitters, Facebooks, aprendendo o que é o Android, tentando guardar suas coisas na tal nuvem do que conversando com sua família e amigos reais é só um cara ‘antenado’.
Toda essa ‘falsa sensação’ de que meus milhares de seguidores em qualquer rede social são reais ou que o fato de minha conta Google ter um milhão de contatos implica eu ter vida social ativa é um perigo imenso às relações sociais do mundo atual. É quando as pessoas começam a procurar o mundo virtual como fuga da realidade… e, a meu ver, isso não parece coisa boa…
Em suma, tecnologia tem que servir pra facilitar sua vida, não para acabar com ela…
Se sua vida está boa do jeito que está, que diferença faz se você sabe ou não que é o Twitter? Como sua vida vai mudar positivamente tendo um celular com iOS, Android, Symbyan, Windows Phone?
Se a tecnologia não está te dando mais tempo livre ou melhorando sua qualidade de vida, é porque ela está roubando seu tempo ‘não livre’ e ‘virtualizando’ sua ‘vida real’. Usar a tecnologia em prol de nossa vida real é o que torna nosso mundo mais integrado e a mesma tecnologia, quando começa a virtualizar nossa vida e nossas relações, faz exatamente o oposto. E a sua vida está mais ou menos integrada?