A arte de transformar o comum numa iNecessidade

Nessa semana a Apple divulgou os resultados do primeiro trimestre do ano. Nenhuma surpresa, um lucro absurdo (na casa dos 5 bilhões de dólares) e milhões de dispositivos vendidos.
Segundo os números divulgados foram vendidos quase 18 milhões de iPhones, quase 5 milhões de iPads, 9 milhões de iPods (cujas vendas estão em quedas) e a vendas de Macs apresentou crescimento superior à venda de PCs pelo 20º trimestre conseutivo.
Mas qual é o segredo da Maçã para conseguir tais resultados? Afinal os computadores, celulares, tocadores de música e tablets existem aos montes, por que comprar um produto da Apple, que além de tudo costumam ser mais caros?

O segredo da Apple parece residir em um homem, Steve Jobs, co-fundador da empresa em 1976. Em 1985, Jobs foi obrigado a deixar a Apple. O resultado? A Apple chegou à beira de encerrar os negócios em 1996 e, em 1997, Jobs retorna à Apple e inicia sua reconstrução.
Nesses poucos mais de 10 anos, a Apple saiu de uma situação crítica para se tornar na empresa de tecnologia mais valiosa do mundo. Nesse período surgiram os iMacs (1998), iBooks (1999), iPod (2001), iTunes (2001), MacBook (2006), iPhone (2007), iPad(2010), entre outros e o que todos têm em comum? São sucessos (gostando ou não do fato).
Pode-se dizer que o hardware da Apple normalmente é mais bonito do que o da concorrência, ou que o software é mais intuitivo. Mas, a meu ver, o grande segredo é mesmo Steve Jobs. Vocês viram a apresentação do iPad2 em março? Steve, que estava e continua em licença médica, apareceu para apresentar o aparelho e, mesmo muitas pessoas que odeiam a Maçã não puderam negar que Mr. Jobs é um verdadeiro showman e tornou o novo tablet em algo “necessário” para a vida das pesoas.
É claro que Jobs sempre tem como trunfo uma competente equipe de desenvolvimento, capaz de criar produtos que fazem o que diz que fazem. Mas não é no que as AppleCoisas consguem fazer que está o trunfo da maçã, e sim na forma que Jobs apresenta o que as AppleCoisas não conseguem fazer.
Por exemplo, Jobs conseguiu convencer milhões de pessoas que multitarefa não era uma coisa tão indispensável quanto diziam os críticos do iPhone. Da mesmo forma que convenceu que um iPod não precisava tocar zilhões de formatos de música e, mais recentemente, mostrou que não ter suporte à Flash é algo positio no iPad (não cabe a discussão disso ser verdade ou não).
Jobs é realmente um mago em transformar em desejável coisas comuns, que existem aos montes. Não que os produtos da Apple não tenham qualidade, mas é inegável que existem outros produtos de qualidade no mercado, mas nenhuma das empresas concorrentes parecem ter um Jobs na manga, e isso muda tudo (como diria o próprio).
O próprio mercado sabe da importância de Jobs para a Apple, tanto que a presença ou ausência do líder faz o valor da empresa oscilar. Tome como exemplo a Microsoft, que parece estar procurando um novo caminho desde a aposentadoria de Bill Gates.
O ponto importante nesse pensamento todo é apenas um, ao comprar uma iNecessidade, você está comprando algo que será realmente útil para sua vida ou está comprando algo que Steve Jobs te convenceu ser indispensável para a continuidade de sua exitência nesse mundo?

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