Tenho ficado chocado com a maneira como as pessoas têm se envolvido em discussões sobre qual é o melhor smartphone disponível no mercado.
Recentemente vi uma cena surreal no Metrô de SP: duas pessoas (aparentemente amigos) estavam conversando normalmente e começaram a conversar sobre smartphones, uma delas estava com um Galaxy SIII e a outra com um Nokia Lumia (não consegui ver se era o 800 ou o 900, pois é aposto que você achou que seria mais uma briga Samsung vs. Apple).
No começo ambos estavam animadamente atacando os “imbecis”, “bestas”, “retardados” que tinham um iPhone. Daí começaram a defender seus próprios celulares. Só sei que em 5 minutos a conversa animada se transformou em uma troca de ofensas do tipo “você é tão burro quanto os caras que compram um iPhone” ou “Essa merda não serve nem como peso de papel” e seguiu assim por umas 3 estações até que um deles desceu do metrô e os dois “amigos” sequer se despediram, aliás, um deles soltou um sonoro “vai tomar no cú” pro outro.
Até acho nobre defender seu ponto de vista, mas usar argumentos do tipo “uma pessoa que compra tal produto só poder ser um besta” não me parecem razoáveis (ou talvez seja eu que viva numa realidade alternativa), ainda mais numa discussão sobre celulares! Acho que se dessem uma arma pros dois eles tinham se matado ali no metrô mesmo!
Pessoas, tecnologia serve para facilitar a vida das pessoas, ou seja, deixar as pessoas felizes (ou deixar mais tempo livre para as pessoas fazerem as coisas que realmente deixam elas felizes). Tenho um amigo que até hoje, pasmem, sequer tem um celular e parece estar bem feliz assim. Ele até poderia nos julgar “imbecis” por termos um (ou dois, três…), mas ele sempre diz que se somos mais felizes com um celular ele não tem nada com isso, só não acha que ele seria mais feliz com um.
Não estou dizendo que não devemos ter celulares/smartphones, nem que não precisamos discutir qual é o melhor deles, mas devemos ter argumentos melhores do que “você é muito burro” e acima de tudo devemos respeitar a opinião dos outros (que é a base para qualquer diálogo civilizado), senão vira simples briga de torcida de futebol.
Ninguém é burro por gostar de um gadget em detrimento de tantos outros, mas você pode estar caminhando a passos largos em direção a uma vida mais preto e branca (e isso sim me soa um tanto um quanto como burrice…) se acha que o motivo da existência de seu gadget é provar para a humanidade que você é melhor que todas as pessoas que têm algo diferente, afinal, no fim das contas, é só um gadget e talvez o que você precise seja um psicólogo…
As discussões dos fanboys na internet atingem outros níveis, pois além de defenderem os seus gadgets preferidos com argumentos do tipo “é melhor porque Deus quis”, ofendem as mães dos fanboys “opositores”. Muito legal o texto Fhendo!!