Amazon coloca fogo (literalmente) no mercado de smartphones

FirePhone_Hand_Firefly-IconNo último dia 18 de junho, a Amazon apresentou seu primeiro smartphone, o Fire Phone. Na teoria isso significa que em breve teremos mais um android no mercado produzido por uma empresa que nunca fez celulares, mas na prática eu acredito que esse não será apenas “mais um celular”, mas fique tranquilo porque para nós brasileiros esse lançamento não terá impacto nenhum….. por enquanto.

Jeff Bezos, fundador e CEO da Amazon, não pode ser classificado exatamente como uma pessoa “normal” (afinal, que presidente de empresa de tecnologia que se preze pode ser considerado “normal”?), conhecido por algumas extravagâncias como ter criado uma empresa que visa popularizar viagens espaciais, a Blue Origin; ter gastado 42 milhões de dólares para fazer um relógio; e, mais recentemente, ter comprado o jornal Washington Post por 250 milhões dólares justamente em um momento em que o mercado de jornais impressos vai mal das pernas, foi o próprio Bezos quem subiu ao palco para anunciar o Fire Phone e demonstrar os “recursos” do primeiro smartphone da Amazon.

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Obsolescência (re)programada

Uma prática conhecida no iMundo da tecnologia largamente utilizada é a Obsolescência Programada, e isso acontece desde sempre. E com você, só que você não percebe.  Até pode ser que a fabricante do seu celular foi extremamente benevolente em enviar uma atualização para seu aparelho. Porém, a cada nova atualização seu aparelho fica cada vez mais lento. Quando a lentidão começa a incomodar (ou ela vira uma boa desculpa), você compra outro aparelho. Bem vindo ao mundo capitalista.

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Até mais e obrigado pelo peixe

Essa é a frase que a Microsoft diria para a Nokia. Calma, eu explico. nokia fishedDesde que uma doença oportunista se instalou no QG da Nokia na Finlândia, em Setembro de 2010, até o derradeiro capítulo de hoje, a Nokia vem sangrando. Neste período perdeu 20 bilhões de euros de valor de mercado, o que facilitaria e muito esta compra feita pela Microsoft. Entretanto, a paciente já fora diagnosticada no dia 11 de Fevereiro de 2011 num anúncio oficial feito pela própria doença, que ficou conhecido como “Burning platform” (plataforma em chamas). A empresa, que é um símbolo na Finlândia, que começou vendendo papel e que cujo primeiro logo era um peixe, agora se vê fisgada depois de 148 anos de existência.

Mas vc deve estar pensando “todo mundo sabia que um dia a Microsoft compraria a Nokia”. Mas quais foram as pistas? Quais são as consequências? Clique em “ler mais” para saber!

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Assim como a Nota está para o Dinheiro, o Dinheiro está para o amor

À primeira vista, o título deste post não faz o menor sentido.

Mas esse é o título do discurso do prof. Jorge Kinoshita do Curso de Engenharia da Escola Politécnica da USP na colação de grau da turma de 2009.

O discurso pode não ser tão impactante quanto o “Stay Hungry, Stay Foolish” de Steve Jobs, mas foi muito bem elaborado, com pitadas de humor e com bastante profundidade. Vale a pena conferir.

Assista:

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Nokia, do software livre ao fim

A Nokia, empresa finlandesa (assim como o Linus Torvalds), usou em alguns de seus produtos software livre. Estes softwares têm o código-fonte aberto, ou seja, são de domínio público. Assim, a grosso modo, todos que puderem escrever código, testar ou corrigir problemas estarão melhorando softwares da comunidade livre, que estarão disponíveis a qualquer um de maneira gratuita. O lançamento em 2005 do 770 Internet Tablet marcava o começo plataforma Maemo baseada em Linux (software livre). Sim, tablet 4 anos antes do iPad e Linux 4 anos antes do Android, e sim, esta frase já demonstrou a incompetência da Nokia por 2 vezes.

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Janeiro de 2012 foi mês de SOPA, menos pra Luiza que estava no Canadá

A palavra-chave para este o primeiro mês de 2012 foi mobilização. É impressionante a capacidade de mobilização na Internet nos dias de hoje. E para ilustrar isso temos 2 exemplos bem distintos. Se houve 2 assuntos que foram alvos de notícias neste começo de ano, esses assuntos foram a Luiza e a SOPA.
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2011 – o ano do …?

2011 vai se encaminhando pra viver os seus últimos dois meses.
Apesar de já termos vivido boa parte do ano, na visão deste que vos escreve, 2011 ainda não teve o seu grande momento tecnológico.
Pelo menos não me lembro de nenhum novo conceito, ideia, modelo de negócios ou mania que mereça um destaque todo especial. Alguém aí se lembra?

Se lembrarmos de 2010, podemos falar de muitas coisas: podemos falar do sucesso do Netflix, do impacto causado pelo Wikileaks, da consolidação do Facebook que culminou até em um longa metragem que concorreu ao Oscar de melhor filme… enfim…pelos menos das coisas que me lembro.

Por enquanto 2011 vai vivendo de homenagens: a Steve Jobs, a Dennis Ritchie e a John McCarthy….Chega, né?

Se fizermos um paralelo com o futebol, acho até que 2011 vai como a seleção de Mano Menezes: sem nenhum lampejo especial e que teve a despedida de Ronaldo como pano de fundo.

Mas quem sabe nesses dois meses 2011 nos traga a sua grande contribuição para a história…ou quem sabe essa contribuição ainda esteja latente e precise ser sedimentada para reconhecermos alguns anos mais tarde.

Quem sabe 2011 não fique marcado pelo surgimento do imundos? Quem sabe?

Espero fazer um novo post daqui a algum tempo completando o título deste post.

A vitória da tecnologia

A F1 sempre foi sinônimo de tecnologia. É a categoria máxima do automobilismo na qual várias inovações são levadas para os carros de passeio. Olhando as fotos da F1 de décadas atrás, percebemos o quanto a F1 evoluiu.

Dá para ver em uma das fotos, que antigamente os mecânicos da Ferrari chegavam a almoçar em cima do carro! Hoje existe o motorhome. Outras fotos mostram como era a câmera on-board e a caixa de ferramentas.

Mas o fato que dá a dimensão do quanto evoluíram os carros aconteceu no GP da Europa de 2011, vencida por Sebastian Vettel. Largaram 24 carros e 24 carros cruzaram a linha de chegada. Muito diferente da época de Senna e cia., quando sempre aconteciam quebras. E era esse fator de imprevisibilidade que dava uma emoção maior às corridas.

A frase de Jarno Trulli resume tudo isso: “Houve um outro vencedor além de Vettel. O vencedor é a tecnologia”.

 

 

Desinclusão sócio-ambiental

Quem passa pelo shopping Ibirapuera em São Paulo encontra lixeiras coloridas, próprias para se jogar lixo reciclável.
Podemos até questionar se o nosso nobre ato de separar o lixo reciclável não terá o mesmo destino que o conteúdo da lixeira, o aterro sanitário comum. Entretanto o que me chamou mais atenção é a preocupação em incluir os deficientes visuais. Repare que na foto há uma placa em braille que instrui os cegos a associar a cor da lata de lixo com o tipo de material reciclável, permitindo a eles também contribuir com o meio ambiente. Será que eles acham que os cegos são analfabetos? E cadê a lixeira azul?